ESTADO: Governador Robinson espera arrecadar mais de R$ 300 milhões com venda da conta-salário

 
 
No final de 2017, quando a crise financeira do Estado do RN alcançou a fase mais aguda, o vice-governador Fábio Dantas (PSB), à época ainda aliado do governador Robinson Faria (PSD), sentenciou que a crise só seria resolvida – ou amenizada – com entrada de “dinheiro novo” nos cofres públicos. Meses antes, Dantas havia encaminhado à Assembleia Legislativa, em nome do governo, um pacote fiscal que previa arrocho nas contas, aumento de impostos e abria caminho para o Estado contrair empréstimos, o que geraria o dito dinheiro novo.

Momento seguinte à crise, com a greve das forças de segurança que levaram o Estado a viver o “inferno” com mais de 90 homicídios e mais de 700 crimes de assaltos, arrastões e arrombamentos no espaço de uma semana, o próprio governador Robinson mandou à Casa Legislativa o que ele batizou de “RN Urgente”. Um pacote com medidas amargas, que também geraria “dinheiro novo”.

Não saiu do papel. Nem a sugestão de Dantas, muito menos o RN Urgente. A crise se agravou ainda mais, com o governo atravessando dois anos seguidos, e ininterruptos, sem pagar salários em dia, chegando a acumular quase três meses a determinadas categorias de servidores públicos.

O governo, reconheça-se, até tentou abrir algumas comportas, como o pedido de empréstimos de quase R$ 1,7 milhão, ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, sendo impedido por falta de crédito e por entraves legais. Esses empréstimos continuam esperando o “sim” do Tesouro Nacional, que por sua vez continua aguardando que o governo estadual resolva as suas pendências legais.
 
MOSSORO AGORA

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