VIOLÊNCIA: Para DH, assassinos sabiam lugar exato que vereadora Marielle Franco ocupava em carro.


No local, outros parlamentares do PSOL, como o deputado estadual Marcelo Freixo e o vereador Tarcísio Motta, negaram que Marielle estivesse recebendo qualquer tipo de ameaça. De acordo com eles, os parentes da vereadora também desconheciam informações nesse sentido.

— Há vários indícios que apontam para uma execução. É uma satisfação que precisamos dar para a cidade do Rio. Se houvesse ameaça, nós teríamos compartilhado esse tipo de receio. Nossos mandatos eram muito próximos — afirmou o vereador.

Marielle tinha acabado de sair de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Lapa, e voltava para casa, na Tijuca. Ela foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016.

Durante um ano e três meses como vereadora carioca, Marielle organizou audiências públicas sob a questão de gênero e com integrantes do movimento negro. Participou de debates sobre educação, economia e ativismo na internet. Ela integrava a Frente em defesa da Economia Solidária. Nos últimos meses, preparava um projeto de lei para coibir o assédio nos ônibus municipais.

A vereadora vinha questionando, na internet, a violência no Rio — o estado está sob intervenção federal na segurança pública. Um dia antes do crime, ela publicou em suas redes sociais: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”.

O GLOBO

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