POLÍTICA: Supremo não vai deixar Lula ficar preso por muito tempo


Lula poderá ir para a cadeia, mas será por pouco tempo.
Esse é o entendimento nos gabinetes importantes do País.

O roteiro traçado é o seguinte:
Quando o desembargador Victor Laus voltar de férias no final de março (ele saiu em 21 de fevereiro), o TRF4 começa a julgar os embargos de declaração. Sendo rejeitados, Lula pode ser preso imediatamente.

Só que a prisão provisória em segunda instância tem os dias contados no Supremo Tribunal Federal. A tendência, hoje, é que o ministro Gilmar Mendes mude seu voto anterior, fazendo com que a permissão para o condenado responder em liberdade vença por 6 a 5.

O placar apertadíssimo mostra a divisão da Casa sobre o tema. Como medida contemporizadora, o ministro Dias Toffoli propõe que a prisão seja efetuada apenas após julgamento de um recurso especial junto ao Superior Tribunal de Justiça.

Em entrevista ao jornal O Globo, o decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, foi claro: "Meu palpite é que vai acabar prevalecendo a posição intermediária, da possibilidade de execução da pena com a sentença confirmada pelo STJ", diz ele.

Ou seja, Lula só será preso após condenação em terceira instância, o que, se acontecer, poderá levar anos.
O problema para Lula é que a presidente do STF, Cármen Lúcia, resiste em colocar em pauta a discussão sobre a prisão provisória em segunda instância.
Quanto mais ela demora, mais Lula corre o risco de ir para a cadeia.

R7

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