GUERRA NA SÍRIA: “Não há lugar seguro”, diz médica síria que trata crianças em Ghouta


“Não há lugar seguro por aqui.” É este o depoimento da médica síria Amani Ballour, de 30 anos, que trabalha em Ghouta Oriental — o último grande reduto dos rebeldes no país governado por Bashar al-Assad.

Desde o último dia 18, a área habitada por 400 mil pessoas tem sido alvo de bombardeios e ataques aéreos que já deixaram mais de 600 mortos, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Em entrevista ao R7, Amani afirma que prefere não revelar o nome do hospital onde trabalha por medo de represálias, mas diz que se situa no território conhecido como “setor do meio” — a porção central de Ghouta Oriental.

Médica síria relata caos

— Todos os lugares estão sendo bombardeados. Hospitais, escolas, jardins de infância. Na última semana, vimos muitas cenas difíceis e dolorosas. Muitos mortos e feridos, a maioria crianças e mulheres. Todos civis. Famílias inteiras mortas sob os destroços de suas próprias casas.

A síria, que nasceu em Ghouta, conta que concluiu os seis anos do curso de medicina na Universidade de Damasco em 2012. Ela ainda cursou pouco menos de um ano de especialização em pediatria, mas foi obrigada a interromper os estudos por conta do cerco do governo ao enclave rebelde — que bloqueou as linhas de transporte e abastecimento da região.

R7

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